terça-feira, 5 de abril de 2011

UROTOMOGRAFIA

As evoluções tecnológicas que têm sido implantadas nos equipamentos de tomografia computadorizada aumentaram sua precisão diagnóstica e reduziram o tempo de exame.
 A urotomografia é uma aplicação relativamente nova de tomografia computadorizada que surgiu devido a recentes melhoras no “hardware” e “software” dos equipamentos dotados de múltiplos detectores.
Na urotomografia é criado um único método de imagem que possibilita uma avaliação por inteiro do parênquima renal e do urotélio. Com isso, esse exame vem substituindo a urografia excretora na detecção de várias patologias do sistema urinário.
O exame de urotomografia é realizado em até quatro fases distintas:
- Uma fase sem meio de contraste endovenoso, com o objetivo de detectar cálculos, hidronefrose e lesões parenquimatosas.
- Uma fase cortical: onde cerca de 20 segundos após a injeção endovenosa do meio de contraste iodado, são adquiridas as imagens para uma visualização do córtex renal.
- Uma fase nefrográfica: onde 90 segundos após a injeção endovenosa do meio de contraste, se realiza a avaliação das lesões parenquimatosas.
- Fase excretora: obtida após 10 minutos da injeção endovenosa do meio de contraste iodado, realizando a avaliação de toda a extensão do urotélio desde o sistema peilocalicinal até a bexiga.
Para a patologia de litíase, ou cálculo renal, a tomografia computadorizada apresenta as seguintes vantagens: não utiliza o meio de contraste iodado por via endovenosa nem por via oral; isto é, sem risco de nefrotoxicidade ou reações alérgicas; rápida, potencialmente mostra todos os cálculos e pode demonstrar outras doenças de emergência, pode ser realizada em pacientes com escórias elevadas e alérgicos ao meio de contraste iodado, sendo visualizado o cálculo de ácido úrico, mostrando elementos perirrenais e sinais indiretos de obstrução ureteral.
A urotomografia dispensa o preparo intestinal e com isso o exame pode ser realizado, logo, após a sua indicação médica. Normalmente não utiliza o meio de contraste iodado por via endovenosa, por isso, o jejum é dispensado e consequentemente o paciente pode realizar o exame de forma imediata. A única recomendação para o exame de urotomo: a bexiga parcialmente repleta de urina para melhor demonstração dos cálculos localizados na junção ureterovesical.
Após a visualização da litíase, reconstruções multiplanares das imagens podem ser realizadas para uma melhor visualização das vias urinárias. Caso não seja visualizado o cálculo, se faz necessário a utilização do meio de contraste iodado, neste caso as vantagens quanto a nefrotoxicidade e tempo de exame em relação a urotomografia são diminuídas, porém as vantagens em relação a visualização das patologias do sistema urinário são bem maiores e mesmo assim o exame é mais rápido. Além da reconstrução multiplanar da imagem, poderá ser feito reconstruções 3D.
A reconstrução em 3D proporciona analisar a estrutura, a forma e a topografia dos rins com acurácia imprescindível. Nas patologias de litíase, pielonefrite e hidronefrose, a reconstrução 3D é usada como rotina nos exames de urotomo.
A urotomo tornou-se um exame essencial na exploração de urgência.

                         Luciana Moura


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